sábado, 5 de janeiro de 2013

Subcomandante Marcos está de volta.


* Eduardo Febbro

Cidade do México – Dezembro é o mês dos levantes. Ao término de um largo período de poucas intervenções, o subcomandante Marcos reapareceu com sua prosa e com a ação para instalar o movimento zapatista no horizonte da agenda política do recém- eleito presidente Enrique Peña Nieto, cuja vitória marcou o retorno do Partido Revolucionário Institucional (PRI) ao poder, após 12 anos na oposição.

Já se passaram cerca de duas décadas desde que, logo após a meia noite de 31 de dezembro de 1993, o então presidente mexicano Carlos Salinas de Gortari ingressou no ano de 1994 com um brinde aguado: estava festejando o ano novo e a entrada em vigor do Tratado de Livre Comércio da América do Norte quando o ministro da Defesa da época o informou que um grupo armado acabava de tomar a localidade de San Cristóbal de las Casas e vários pontos de Chiapas, o Estado situado ao sul da península de Yucatã.

O Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) impôs-se na política mexicana junto a seu líder, o subcomandante Marcos. O subcomandante e os zapatistas romperam o modelo dos tradicionais grupos revolucionários latino-americanos: eram majoritariamente indígenas e seu discurso e suas demandas estavam distantes das entonações marxistas, desenhando uma exigência democrática para um México que ainda era governador ininterruptamente pelo PRI. Os combates daquele primeiro levante duraram quase duas semanas ao final das quais houve centenas de mortos. Salinas de Gortari decretou um cessar-fogo e o subcomandante Marcos ganhou a batalha, não com as armas, mas sim com as palavras.

Em um inesquecível comunicado dirigido à imprensa, Marcos respondeu ao suposto “perdão” oferecido pelo governo federal: 

"Do que devemos pedir perdão? Do que vão nos perdoar? De não morrermos de fome? De não nos calarmos em nossa miséria? De não ter aceitado humildemente a gigantesca carga histórica de desprezo e abandono? De termos nos levantado em armas quando encontramos todos os outros caminhos fechados? De não termos observado o Código Penal de Chiapas, o mais absurdo e repressivo do qual se tem memória? De ter demonstrado ao resto do país e ao mundo inteiro que a dignidade humana ainda vive e está presente em seus habitantes mais empobrecidos? De termos nos preparado bem e de forma consciente antes de iniciar? De ter levado fuzis para o combate, no lugar de arcos e flechas. De ter aprendido a lutar antes de fazê-lo? De todos sermos mexicanos? De sermos majoritariamente indígenas? De chamar todo o povo mexicano a lutar de todas as formas possíveis em defesa do que lhes pertence? De lutar pela liberdade, democracia e justiça? De não seguir os padrões das guerrilhas anteriores? De não nos rendermos? De não nos vendermos? De não nos trairmos?"

Denso, legítimo, inapagável. Transcorreram quase vinte anos, houve muitos mortos em Chiapas, repressão, matanças como as Acteal (com 45 indígenas assassinados), centenas de páginas da prosa literária com a qual o subcomandante Marcos seduziu o mundo, um enorme terremoto político no México e, sobretudo, o fim do mandato interrompido do PRI e a chegada ao poder de outra força política, o conservador Partido da Ação Nacional (PAN), que governou o México durante dois mandatos consecutivos: Vicente Fox (2000-2006) e Felipe Calderón (2006-2012).

O PRI retornou ao poder em dezembro de 2012, após seu candidato, Enrique Peña Nieto, ganhar as eleições presidenciais de julho do ano passado. E com o PRI voltou também o zapatismo, com a ação e a palavra. Após um longo período de recesso, o Exército Zapatista de Libertação Nacional irrompeu no espaço público em dois tempos: primeiro, no dia 21 de dezembro com uma mobilização silenciosa da qual participaram 40 mil pessoas com o rosto coberto com o gorro popularizado pelo subcomandante. Marcos divulgou um comunicado nesta marcha zapatista que percorreu várias comunidades dizendo: Escutaram? É o som de seu mundo desmoronando, e o do nosso ressurgindo. A marcha do dia 21 foi a maior mobilização protagonizada pelos zapatistas desde que pegaram em armas no dia 1º de janeiro de 1994.

A escolha da data não foi casual: coincidiu com o décimo-quinto aniversário do massacre de Acteal perpetrado por paramilitares e no qual morreram 45 indígenas, em sua grande maioria mulheres e crianças. O governo mexicano atribuiu à matança a um conflito étnico e condenou 20 indígenas. Após 11 anos de prisão, os acusados recuperaram a liberdade devido a irregularidades no processo.

O segundo tempo da instalação do zapatismo na agenda política foi assumido pelo subcomandante Marcos mediante duas cartas e um copioso comunicado nos quais, com sua verve habitual, entre crítico, poético e guerreiro, interpela e despedaça a classe política em seu conjunto, esquerda e direita, os meios de comunicação e o presidente Enrique Peña Nieto, a quem exige que cumpra com os acordos de San Andrés (Acordos de San Andrés sobre Direitos e Cultura Indígena firmados em 16 de fevereiro de 1996 pelo governo mexicano do presidente Ernesto Zedillo e pelo EZLN).

Estes textos que figuram nas cartas do Comitê Clandestino Revolucionário Indígena são os primeiros em extensão que, nos últimos dois anos, levam a assinatura do subcomandante Marcos. O líder mexicano anuncia uma série de ações cívicas e, desde o princípio, assinala o caminho que será seguido: “A nossa mensagem não é de resignação, não é de guerra, morte ou destruição. Nossa mensagem é de luta e de resistência”.

O subcomandante arremete contra o atual presidente, acusando-o de ter chegado ao poder mediante um “golpe midiático” e destaca que “estamos aqui presentes para que eles saibam que se eles nunca se forem, nós tampouco”. O insurgente zapatista não livrou ninguém: critica a esquerda de Manuel López Obrador, os governos passados e presentes e a imprensa por ter pretendido sentenciar a desaparição do zapatismo. “Nos atacaram militar, política, social e ideologicamente. Os grandes meios de comunicação tentaram fazer com que desaparecêssemos, com a calúnia servir e oportunista em um primeiro momento, com o silêncio e cumplicidade, depois”.

Marcos celebra o nível de vida que gozam os indígenas da região, muito superior, escreve, “ao das comunidades indígenas simpáticas aos governos de plantão, que recebem as esmolas e as gastam em álcool e artigos inúteis. Nossas casas melhoraram sem danificar a natureza, impondo a ela caminhos que lhe são alheios. Em nossas comunidades, a terra que antes era usada para engordar o gado de latifundiários, agora é para cultivar o milho, o feijão e as verduras que iluminam nossas mesas”.

Este comunicado constitui um aparato crítico e um programa de ação que compreende “iniciativas de caráter civil e pacífico”, uma tentativa de “construir as pontes necessárias na direção dos movimentos sociais que surgiram e surgirão”, e, sobretudo, a preservação irredutível de uma “distância crítica frente à classe política mexicana”. O subcomandante Marcos coloca o governo ante o desafio de demonstrar “se continua a estratégia desonesta de seu antecessor, que além de corrupto e mentiroso, tomou dinheiro do povo de Chiapas para o enriquecimento próprio e de seus cúmplices”. Sem piedade ante o novo Executivo, Marcos dedica extensos parágrafos a lembrar o passado de alguns membros do atual governo.

Com o PRI no poder o zapatismo voltou a ocupar espaço na agenda nacional como soube fazer com tanto êxito em anos anteriores. Os analistas, partidários e adversários de Marcos, estão divididos acerca da capacidade que o subcomandante ainda possui para mobilizar um país açoitado pela violência gerada por esse novo ator decisivo que é o narcotráfico.

* Tradução: Katarina Peixoto. Pescado aqui, no Carta Maior.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Com que roupa?

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Há exatos 82 anos, em 30 de dezembro de 1930, Noel Rosa gravou seu primeiro grande samba, "Com que roupa?", pela gravadora Phono-Arte. O sucesso foi estrondoso, resultando na venda de 15 mil cópias.
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Noel recém havia completado vinte anos (nasceu em 11 de dezembro de 1910), e logo adiante abandonou de vez os estudos da faculdade de medicina, dedicando-se integralmente à boemia.
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Posto aí em cima um pedadinho do filme "Noel o Poeta da Vila", que mostra uma divertida versão do processo criativo dessa música. Até fiquei sabendo que a primeira estrofe é baseada no Hino Nacional. Se non é vero, é ben trovato.
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Abaixo, a música completa, na voz do próprio.
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sábado, 29 de dezembro de 2012

Se você jurar...

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Ontem eu e a Djanira assistimos um belo filme: "Noel". 
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Antes que perguntem, esclareço que não é sobre o Papai Noel. É sobre a vida de Noel Rosa, grande compositor carioca da primeira metade do século XX. Noel Rosa deixou uma obra que, segundo os entendidos, somente pode ser comparada à do próprio Chico Buarque de Holanda. Eu não manjo muito, mas acredito.
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Acordei com a música da abertura, "Se você Jurar", batucando dentro da minha cabeça, hoje. Música que, estranhamente, não é do Noel, mas de Ismael Silva, outro grande sambista.
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Bueno, é só digitar "Noel Rosa, o filme", no Youtube, e assistir de grátis. Fica a dica.
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Mas cá entre nós, a vida de Lupicínio Rodrigues também daria uma beleza de filme...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Para não deixar que esqueçam...

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Hoje faz 24 anos do homicídio de Chico Mendes, herói brasileiro, defensor dos povos da floresta.
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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Fidel Castro agoniza


* Por Fidel Castro
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Bastó un mensaje a los graduados del primer curso del Instituto de Ciencias Médicas “Victoria de Girón”, para que el gallinero de propaganda imperialista se alborotara y las agencias informativas se lanzaran voraces tras la mentira. 
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No solo eso, sino que en sus despachos cablegráficos le añadieron al paciente las más insólitas estupideces.
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El periódico ABC de España, publicó que un médico venezolano que radica no se sabe donde, reveló que Castro había sufrido una embolia masiva en la arteria cerebral derecha, “puedo decir que no vamos a volverlo a ver públicamente”. El presunto médico, que si lo es abandonaría primero a sus propios compatriotas, calificó el estado de salud de Castro como “muy cercano al estado neurovegetal”.
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Aunque muchas personas en el mundo son engañadas por los órganos de información, casi todos en manos de los privilegiados y ricos, que publican estas estupideces, los pueblos creen cada vez menos en ellas. A nadie le gusta que lo engañen; hasta el más incorregible mentiroso, espera que le digan la verdad. Todo el mundo creyó, en abril de 1961, las noticias publicadas por las agencias cablegráficas acerca de que los invasores mercenarios de Girón o Bahía de Cochinos, como se le quiera llamar, estaban llegando a La Habana, cuando en realidad algunos de ellos trataban infructuosamente de llegar en botes a las naves de guerra yankis que los escoltaban.
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Los pueblos aprenden y la resistencia crece frente a las crisis del capitalismo que se repiten cada vez con mayor frecuencia; ninguna mentira, represión o nuevas armas, podrán impedir el derrumbe de un sistema de producción crecientemente desigual e injusto.
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Hace pocos días, muy próximo al 50 aniversario de la “Crisis de Octubre”, las agencias señalaron a tres culpables: Kennedy, recién llegado a la jefatura del imperio, Jruschov y Castro. Cuba nada tuvo que ver con el arma nuclear, ni con la matanza innecesaria de Hiroshima y Nagasaki perpetrada por el presidente de Estados Unidos Harry S. Truman, estableciendo la tiranía de las armas nucleares. Cuba defendía su derecho a la independencia y a la justicia social.
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Cuando aceptamos la ayuda soviética en armas, petróleo, alimentos y otros recursos, fue para defendernos de los planes yankis de invadir nuestra Patria, sometida a una sucia y sangrienta guerra que ese país capitalista nos impuso desde los primeros meses, y costó miles de vidas y mutilados cubanos.
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Cuando Jruschov nos propuso instalar proyectiles de alcance medio similares a los que Estados Unidos tenía en Turquía —más cerca todavía de la URSS que Cuba de Estados Unidos—, como una necesidad solidaria, Cuba no vaciló en acceder a tal riesgo. Nuestra conducta fue éticamente intachable. Nunca pediremos excusa a nadie por lo que hicimos. Lo cierto es que ha transcurrido medio siglo, y aun estamos aquí con la frente en alto.
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Me gusta escribir y escribo; me gusta estudiar y estudio. Hay muchas tareas en el área de los conocimientos. Nunca las ciencias, por ejemplo, avanzaron a tan asombrosa velocidad.
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Dejé de publicar Reflexiones porque ciertamente no es mi papel ocupar las páginas de nuestra prensa, consagrada a otras tareas que requiere el país.
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¡Aves de mal agüero! No recuerdo siquiera qué es un dolor de cabeza. Como constancia de cuan mentirosos son, les obsequio las fotos que acompañan este artículo.
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* Fidel Castro é um aposentado cubano, colaborador deste blog.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Minha opinião sobre usuários de drogas

São bandidos? Noventa e nove por cento, não.
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São coitados que não conseguem largar o vício? Noventa e nove por cento, não.

São caso de saude pública? Sim. 
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São caso de Polícia? Também.

Maconha é droga perigosa? Sim.
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A venda de maconha, controlada pelo Governo, diminuiria o tráfico e a violência? Sim. 
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Quem compra drogas, financia a violência? Sim.
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Para mim, é simples assim.
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

sábado, 18 de agosto de 2012

Elvis não morreu

Esta semana fez 35 anos que Elvis não morreu, então resolvi postar algumas interpretações do maior cantor de todos os tempos. É difícil escolher três, entre dezenas de músicas do Elvis, mas pesquei do Youtube uma movimentada, uma romântica e uma outra que gosto muito. Vai lá:

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mídia Bandida

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Por essas e outras, cancelei minha assinatura de ZH há mais de dois anos, o que, aliás não está me fazendo falta alguma.
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A Abelhinha esqueceu de lembrar a herança maldita que o Governo do PRBS (Partido da RBS) deixou, após as gestões de Rigotto e Yeda, este último até com alunos "confortavelmente" instalados em contâineres, as famosas escolas de lata.
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Por outro lado, o Tarso tem que dar uma solução, logo, para a questão do piso salarial dos professores, investir nas escolas, enfim, definir a educação como prioridade real, e ousar, nessa área, como fez quando Ministro da Educação, ao iniciar a criação as novas Universidades (quem sonharia com uma Universidade Federal em Cerro Largo, por exemplo?) e Institutos Federais de Educação. 
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Acho a gestão atual da Secretaria da Educação imóvel demais para as necessidades da área, e alerto: se a coisa continuar assim, daqui a quatro anos, vamos ter que dar razão à Rosane Oliveira. 
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Esta postagem foi inspirada na leitura de hoje do Diário Gauche, indispensável blog do Cristóvão Feil.
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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Hoje é aniversário da morte de Brecht

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o preço do pão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha, e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”
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Hoje é aniversário da morte de Bertold Brecht (14.08.1956, segundo a Wikipédia). Então, não custa nada postar O Analfabeto Político, que é velho, todo mundo conhece, mas não custa mostrar pros analfabetos políticos, de vez em quando.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

El cumpleaños de Fidel

Hoje é aniversário de Fidel Castro Ruz, 86 anos, nascido no iluminado dia 13 de agosto de 1926, ao qual desejo pelo menos mais uns 86 anos de vida.
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Fidel, para quem não sabe, é um aposentado cubano que escreve neste modesto blog, de vez em quando.
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Ultimamente, não tenho postado nada dele, porque está cumprindo suspensão imposta por nosso Conselho Editorial, por ter participado da bajulação ao Bento XVI, quando o Arauto do Atraso (e Proibidor das Camisinhas, Repreensor dos Gays, Protetor dos Padres Pedófilos,  Obrigador de Mulheres a Parirem Anencéfalos, Vetador das Pesquisas com Células Tronco, dentre outros epítetos) esteve visitando Cuba.
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Considerando a idade, e por regalo de cumpleaños, vamos suspender a penalidade. Afinal, ele já deve ter sofrido o suficiente e feito autocrítica. Assim, logo postaremos algum de seus escritos.
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Mas, quem não quiser esperar, pode ler suas Reflexiones diretamente aqui, no Cubadebate.cu.
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