terça-feira, 10 de maio de 2011

Após dois anos nos EUA, David, retorna à Itália



Um caos não tão caótico

* Cris Rodrigues
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Salgado Filho, Galeão, Santos Dumont e Congonhas. Passei por estes quatro aeroportos no fim de semana, sexta e domingo. 
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Foram três trechos no total, de Porto Alegre ao Rio e com escala em São Paulo na volta. Todos saíram no horário e chegaram sem atraso ao destino, sem contratempos. Não precisei sair correndo pelo aeroporto, embora o portão de embarque tenha mudado uma vez – mas com antecedência. Os voos estavam cheios, o último trecho praticamente lotado, mas isso não significa que algo esteja necessariamente errado.
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Não estou dizendo que a situação dos aeroportos esteja resolvida e que não haja nada errado. Não digo que não estejamos perto de alcançar os limites dos nossos aeroportos. Afinal, temos cada vez mais gente tendo acesso ao antes restrito clube dos que viajam de avião.
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Os voos estão cheios? Estão. Falta conforto nos aeroportos e nos aviões? Aham.
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Mas, definitivamente, a situação não é a descrita na Zero Hora (disponível para assinantes) deste domingo.
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Não é possível que eu tenha vivido, em todos os trechos que fiz nestes últimos dias, situações de exceção e que a regra seja o caos. Não vi gente desesperada correndo pelos aeroportos ou amontoada em cantos.
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Detalhe: era Dia das Mães. Saí de casa com bastante antecedência achando que mal conseguiria andar dentro do aeroporto, que tropeçaria nas malas e nas pessoas e que ficaria horas esperando o voo sair – atrasado. Nada disso aconteceu, embora tenha enfrentado algumas filas e já tenha sentido outras vezes a falta de conforto das poltronas.
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Claro que os jornais têm que alertar para um problema que está se agravando. O grande problema é a forma de fazê-lo. E o critério adotado para isso. Por que diabos não se fala na falta de conforto nas rodoviárias? Embora eu faça parte do grupo que vem se acostumando a andar de avião de vez em quando nos últimos tempos, ao longo da minha vida andei muito mais de ônibus. E toda vez que eu ia pra Caxias – uma vez por mês, na infância, na casa dos avós – ou pra praia – lá de vez em quando -, saía de casa já triste pelo ritual desagradável que sabia que encontraria.
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Primeiro, dois ônibus pra ir pra rodoviária, ou um gasto sentido com táxi. Depois, fila para comprar passagem, um tempão esperando, normalmente de pé ou, às vezes, sentada em um desconfortável banco de madeira sem encosto. Na volta, filas enormes esperando táxi. Pelo que me consta, a rodoviária continua igual. E saturada há muito tempo – quantas vezes não ouvi falar em construir outra?
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Às vezes até saíam algumas matérias. Mas nunca ouvi falar em “caos terrestre”.
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Qual, afinal, o critério? A camada mais rica da população agora se vê obrigada a dividir um espaço que antes era só seu. Aí a falta de conforto vira notícia. Que noticiem, acho ótimo que todos tenhamos direito a viajar com conforto. Mas peço, por gentileza, honestidade e isonomia na forma de tratar as questões.
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* Artigo de Cris Rodrigues, pescado no blog Somos Andando, da própria jornalista.
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Nota do blogueiro: A segunda fotografia, que mostra a Estação Rodoviária de Porto Alegre, me traz muitas lembranças. Não digo que são desagradáveis, mas certamente, são lembranças cansativas, da década 1986-96 ... eu, a Djanira, e a Ana Paula bem pequena, enfrentando filas e mais filas para vir até São Luiz Gonzaga, nos feriadões.  
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Nesse tempo todo, não aumentaram em um único metro quadrado a Rodoviária, e a imprensa nem toma conhecimento. Já os aeroportos, parece que vai terminar o mundo, quando se forma uma fila ou atrasa um vôo ...
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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Deus não gosta das mulheres

Parece que o Deus de alguns israelenses, pelo menos, não gosta.
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Esta postagem foi pescada do Cubadebate, apenas para mostrar a edição que um jornal ortodoxo de Israel fez, da fotografia em que os líderes do governo americano assistem à execução do Bin Laden.
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Reparem que na fotografia publicada pelo tal jornal, a Hilary Clinton e uma moça (ao fundo) foram apagadas da cena, para que aparecessem apenas homens. E pensar que isso aconteceu agora, no mês de maio do ano 2011 d.C, e 5.771 do Calendário Judaico.
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Bueno, segue a matéria, para que os leitores "se enganem com seus próprios olhos".
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A Dios no le gustan las mujeres
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9 MAYO 2011
Por Iñigo Sáenz de Ugarte
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Guerra Eterna

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Como es habitual en la prensa ultraortodoxa israelí, la imagen de Clinton, es decir, una mujer, era una afrenta que no se podía permitir. No se les ecapó tampoco la chica que estaba junto a la puerta.
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Si hubiera existido el Photoshop en los tiempos de la Biblia, los fanáticos se habrían ahorrado un montón de problemas.
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domingo, 8 de maio de 2011

Renato Roeu a Roupa do Rei de Roma

Comandando o Banguzinho, apelido tradicional do time misto do Grêmio (apenas três titulares: Rockembach, Rodolfo e Douglas), Renato Portaluppi obteve uma importante vitória, no clássico Gre-Nal do Dias das Mães.
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Ganhando por 3 x 2, em pleno Beira-Rio, o Imortal da Azenha leva grande vantagem para a decisão do campeonato gaúcho, domingo que vem, desta vez no Estádio Olímpico Monumental, com o apoio da maior torcida do EStado.
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Em um grande jogo, Renato patrolou, taticamente, o elegante Rei de Roma (que, pelo menos desistiu das sapatilhas coloridas), e nem o fato de jogar com time misto impediu o Grêmio de passar o salame no "Campeão de Tudo" (que possui o melhor plantel do Brasil, e blá-blá-blá). 
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O tricolor, aliás, terminou o jogo com apenas UM titular em campo (nosso Capitão Fábio Rockembach), pois Rodolfo e Douglas tiveram que ser substituídos, devido à violência e anti-jogo dos colorados.
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Após o jogo, nas entrevistas, Renato chorou ao lembrar de sua mãe, recentemente falecida, dizendo que deseja o campeonato, para homenagear à pessoa que mais o incentivou na vida. Muito bonito.
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Mas este blog registra, também, para não ser injusto, que a torcida colorada também prestou homenagens ao Dia das Mães, ao final do jogo, lembrando em coro a genitora do técnico Falcão.
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Ainda não estou comemorando, porque o Grêmio já me aprontou poucas e boas, ao longo dos anos. Mas acho que desta vez, já estamos com uma das mãos segurando a taça.
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sábado, 7 de maio de 2011

O segredo de Raul

* Max Gehringer
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Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente.
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Figuras sem um Vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul.
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Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio.
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Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim.
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Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena.
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Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.
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Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.
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No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de 'paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino'.
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E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.
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Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos. E quem era o chefe do Pena?
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O Raul.
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E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição?
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Ninguém na empresa sabia explicar direito. O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava.
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Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.
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Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta.
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E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta.
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O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.
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Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma  habilidade de valor inestimável:
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Ele entendia de gente.
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Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.
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E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima:
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'Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo'.
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Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas.
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Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio. Essa era a principal competência dele.
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'Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes.'
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Recebi este belo texto, do nosso amigo Padre Alex, e quero compartilhar.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bin Laden, Falcão, Cuca, etc ...

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A imagem acima, eu recebi num e-mail. Acho que dispensa comentários.
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Bom ... pelo menos, não fomos só nós, gremistas e colorados, os patrolados da semana. Fluminense (o "bonzão" do ano passado) e Cruzeiro (o melhor time do Brasil no momento, blá-blá-blá), também levaram uma sumanta na Libertadores.

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A charge acima é do Duke, que surripiei do blog dele mesmo, aqui
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Essa chargue, aliás, com falas em mineirês, me lembra aquela do mineirinho que foi morar em Nova Iorque. Lá, ele arrumou uma namorada americana, ninfomaníaca, que transava gritando Once more! Once more! E o carinha, com a língua pra fora, também gritava, desesperado: Belzonte! Belzonte
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Já o Imortal, por outro lado, anda tão maleixo, que nem pra piada serve!!!
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Fêz-ve vingança, não justiça

* Leonardo Boff
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Alguém precisa ser inimigo de si mesmo e contrário aos valores humanitários mínimos se aprovasse o nefasto crime do terrorismo da Al Qaeda do 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque. Mas é por todos os títulos inaceitável que um Estado, militarmente o mais poderoso do mundo, para responder ao terrorismo se tenha transformado ele mesmo num Estado terrorista.
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Foi o que fez Bush, limitando a democracia e suspendendo a vigência incondicional de alguns direitos, que eram apanágio do pais. Fez mais, conduziu duas guerras, contra o Afeganistão e contra o Iraque, onde devastou uma das culturas mais antigas da humanidade nas qual foram mortos mais de cem mil pessoas e mais de um milhão de deslocados.
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Cabe renovar a pergunta que quase a ninguém interessa colocar: por que se produziram tais atos terroristas? O bispo Robert Bowman, de Melbourne Beach, Flórida, que fora anteriormente piloto de caças militares durante a guerra do Vietnã respondeu, claramente, no National Catholic Reporter, numa carta aberta ao Presidente:

”Somos alvo de terroristas porque, em boa parte no mundo, nosso Governo defende a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos de terroristas porque nos odeiam. E nos odeiam porque nosso Governo faz coisas odiosas”.
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Não disse outra coisa Richard Clarke, responsável contra o terrorismo da Casa Branca numa entrevista a Jorge Pontual emitida pela Globonews de 28/02/2010 e repetida no dia 03/05/2011. Havia advertido à CIA e ao Presidente Bush que um ataque da Al Qaeda era iminente em Nova York. Não lhe deram ouvidos. Logo em seguida ocorreu, o que o encheu de raiva. Essa raiva aumentou contra o Governo quando viu que com mentiras e falsidades Bush, por pura vontade imperial de manter a hegemonia mundial, decretou uma guerra contra o Iraque que não tinha conexão nenhuma com o 11 de setembro. A raiva chegou a um ponto que por saúde e decência se demitiu do cargo.
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Mais contundente foi Chalmers Johnson, um dos principais analistas da CIA também numa entrevista ao mesmo jornalista no dia 2 de maio do corrente ano na Globonews. Conheceu por dentro os malefícios que as mais de 800 bases militares norte-americanas produzem, espalhadas pelo mundo todo, pois evocam raiva e revolta nas populações, caldo para o terrorismo. Cita o livro de Eduardo Galeano “As veias abertas da A.Latina” para ilustrar as barbaridades que os órgãos de Inteligência norte-americanos por aqui fizeram.
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[Chalmers Johnson] Denuncia o caráter imperial dos Governos, fundado no uso da inteligiência que recomenda golpes de Estado, organiza assassinato de líderes e ensina a torturar. Em protesto, se demitiu e foi ser professor de história na Universidade da Califórnia. Escreveu três tomos “Blowback” (retaliação) onde previa, por poucos meses de antecedência, as retaliações contra a prepotência norte-americana no mundo. Foi tido como o profeta de 11 de setembro.
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Este é o pano de fundo para entendermos a atual situação que culminou com a execução criminosa de Osama Bin Laden.
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Os órgãos de inteligência norte-americanos são uns fracassados. Por dez anos vasculharam o mundo para caçar Bin Laden. Nada conseguiram. Só usando um método imoral, a tortura de um mensageiro de Bin Laden, conseguiram chegar ao seu esconderijo. Portanto, não tiveram mérito próprio nenhum.
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Tudo nessa caçada está sob o signo da imoralidade, da vergonha e do crime.
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Primeiramente, o Presidente Barak Obama, como se fosse um “deus” determinou a execução/matança de Bin Laden. Isso vai contra o princípio ético universal de “não matar” e dos acordos internacionais que prescrevem a prisão, o julgamento e a punição do acusado. Assim se fez com Hussein do Iraque,com os criminosos nazistas em Nürenberg, com Eichmann em Israel e com outros acusados.
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Com Bin Laden se preferiu a execução intencionada, crime pelo qual Barak Obama deverá um dia responder. Depois se invadiu território do Paquistão, sem qualquer aviso prévio da operação. Em seguida, se sequestrou o cadáver e o lançaram ao mar, crime contra a piedade familiar, direito que cada família tem de enterrar seus mortos, criminosos ou não, pois por piores que sejam, nunca deixam de ser humanos.
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Não se fez justiça. Praticou-se a vingança, sempre condenável. ”Minha é a vingança” diz o Deus das escrituras das três religiões abraâmicas. Agora estaremos sob o poder de um Imperador sobre quem pesa a acusação de assassinato. E a necrofilia das multidões nos diminui e nos envergonha a todos.
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* Leonardo Boff é teólogo, sendo um dos iniciadores da Teologia da Libertação
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Seu blog pode ser visitado, aqui.
Se

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O assassinato de Bin Laden

* Fidel Castro
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"Aqueles que se ocupam desses temas sabem que, em 11 de setembro de 2001, nosso povo se solidarizou com o dos Estados Unidos e deu a modesta cooperação que podíamos oferecer no campo da saúde às vítimas do brutal atentado às Torres Gêmeas de Nova York.
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Oferecemos também de imediato as pistas aéreas de nosso país para os aviões norte-americanos que não tiveram onde aterrissar, dado o caos reinante nas primeiras horas depois daquele golpe.
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É conhecida a posição histórica da Revolução Cubana que se opôs sempre às ações que puseram em perigo a vida de civis.
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Partidários decididos da luta armada contra a tirania batistiana, éramos, por outro lado, opostos por princípio a todo ato terrorista que conduzisse à morte de pessoas inocentes. Tal conduta, mantida ao longo de mais de meio século, nos dá o direito de expressar um ponto de vista sobre o delicado tema.
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No ato público de massas efetuado na Cidade do Esporte expressei naquele dia a convicção de que o terrorismo internacional jamais se resolveria mediante a violência e a guerra.
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Bin Laden foi, certamente, durante anos, amigo dos Estados Unidos, que o treinou militarmente, e adversário da URSS e do socialismo, mas qualquer que fossem os atos atribuídos a ele, o assassinato de um ser humano desarmado e acompanhado de familiares constitui um fato repugnante. Aparentemente foi isso que fez o governo da nação mais poderosa de todos os tempos.
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O discurso elaborado com esmero por Obama para anunciar a morte de Bin Laden afirma: “…sabemos que as piores imagens são aquelas que foram invisíveis para o mundo. O lugar vazio na mesa. As crianças que se viram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai. Os pais que nunca voltarão a sentir o abraço de um filho. Cerca de 3 mil cidadãos se foram para longe de nós, deixando um enorme buraco em nossos corações”.
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Esse parágrafo encerra uma dramática verdade, mas não pode impedir que as pessoas honestas recordem as guerras injustas desencadeadas pelos Estados Unidos no Iraque e Afeganistão, as centenas de milhares de crianças que se viram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai e os pais que nunca voltariam a sentir o abraço de um filho.
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Milhões de cidadãos se foram para longe de seus povos no Iraque, Afeganistão, Vietnã, Laos, Cambodja, Cuba e outros muitos países do mundo.
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Da mente de centenas de milhões de pessoas não se apagaram tampouco as horríveis imagens de seres humanos que em Guantânamo, território ocupado de Cuba, desfilam silenciosamente submetidos durante meses e inclusive anos a insuportáveis e enlouquecedoras torturas; são pessoas sequestradas e transportadas a prisões secretas com a cumplicidade hipócrita de sociedades supostamente civilizadas.
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Obama não tem como ocultar que Osama foi executado na presença de seus filhos e esposas, agora em poder das autoridades do Paquistão, um país muçulmano de quase 200 milhões de habitantes, cujas leis foram violadas, sua dignidade nacional ofendida, e suas tradições religiosas ultrajadas.
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Como impedirá agora que as mulheres e os filhos da pessoa executada sem lei nem julgamento expliquem o ocorrido, e as imagens sejam transmitidas ao mundo?
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Em 28 de janeiro de 2002, o jornalista da CBS Dan Rather difundiu por meio dessa emissora de televisão que em 10 de setembro de 2001, um dia antes dos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, Osama Bin Laden foi submetido a uma hemodiálise do rim em um hospital militar do Paquistão. Não estava em condições de esconder-se nem de proteger-se em cavernas profundas.
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Assassiná-lo, e enviá-lo às profundezas do mar, demonstram medo e insegurança, e o convertem em um personagem muito mais perigoso.
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A própria opinião pública dos Estados Unidos, depois da euforia inicial, terminará criticando os métodos que, longe de proteger os cidadãos, terminam multiplicando os sentimentos de ódio e vingança contra eles."
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* Fidel Castro é um aposentado cubano, colaborador deste blog.

Fonte: Cubadebate
Tradução da Redação do Vermelho
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quarta-feira, 4 de maio de 2011

A queda na desigualdade - Cinquenta anos em oito

Tenho bons amigos em outros partidos, que gostam de criticar o Lula, por não ter feito um governo "de esquerda". E volta e meia um deles me questiona sobre isso.
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Em também tenho muitas críticas nesse sentido. Concordo que a política de juros, esses anos todos, continuou dando recordes em cima de recordes no enriquecimento dos banqueiros. E também concordo que o governo deveria ter "desprivatizado" a Vale do Rio Doce, tanto pela falcatrua que foi a sua venda, como pelo papel estratégico que essa empresa ocupa em nossa economia.
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Só que, diferente desse povo, acho que os acertos do período - os programas de transferência de renda, por exemplo - compensam em muito o tal pragmatismo, e preparam o terreno para que uma gestão mais "à esquerda" seja realizada, lá na frente. Um passo de cada vez ...
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A re-estatização (na prática) da Petrobrás, por exemplo, foi um golaço do Governo Lula. E a manutenção e fortalecimento da Caixa Federal e Banco do Brasi (lembrem-se de nossas lutas da década de 1990, contra a privatização iminente), são políticas de esquerda.
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Agora mesmo, agindo com mineirice, a Dilma está prestes a dar uma porretada nos banqueiros e nas telefônicas, autorizando o Correio a trabalhar como banco, e também na área de telefonia, o que vai afetar os cartéis do setor. Além disso, a Embratel também está sendo ressuscitada, para trabalhar com a banda larga.
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Não nos esqueçamos que, na época neo-liberal, o Correio foi sucateado, e parcialmente privatizado (as famosas "franquias), e a instituição financeira contratada para administrar o banco postal da empresa foi o Bradesco. E a Embratel, nem se fala ...
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Bueno, mas esta postagem é para registrar que a desigualdade social atingiu, em 2010, o nível mais baixo desde 1960, conforme o índice Gini. 
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Segundo o economista que fez esses cálulos, Marcelo Neri, o índice de 2010 foi de 0,5304, quando em 1990 era de 0,6091. E em 1960, estava no patamar de 0,5367. 
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Ou seja, com Lula, recuperamos cinquenta anos, em oito.
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O economista diz que os países "desenvolvidos" possuem esse indicador próximo a 0,4000, e afirma que ainda vamos demorar para chegar até lá. Li sobre isso aqui, nos Amigos da Presidente Dilma, mas também saiu em muitos outros locais da blogosfera.
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Na mesma linha, mas discordando um pouco, o comentarista Paulo Zilio, no blog do Luís Nassif observou que nos EUA, em 2009, o índice Gini foi de 0.468, e que, no Brasil esse índice está caindo muito rápido, a uma média de 0,006 a 0,007 por ano (em 2001 era 0,5957, em 2009 0,5448), e nesse ritmo chegaremos ao "padrão americano" em 2018-2020.
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Não é exatamente o que eu sempre desejei. Queria é a revolução que passesse a régua em tudo, e igualasse as pessoas, em alta velocidade. Só que essa revolução não chega nunca ... 
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Nunca fui um intelectual. Reconheço que mal dou conta das minhas tarefas de militante-peão. Mas fico pensando seriamente se aquele pessoal, lá do início da Revolução Soviética, que dizia ser necessário reformar antes, ao invés de tentar ir direto ao socialismo, não tinha razão ... será?
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De qualquer forma, quando a gente constata que há esse tipo de resultado, no governo de "não-esquerda" do Lula, acaba encontrando algum sentido em persistir acreditando ... 
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terça-feira, 3 de maio de 2011

São Maquiavel - Meu Santo do Dia

Hoje é dia de São Maquiavel, que eu também resolvi canonizar às pressas, no meu altarzinho particular, para balancear um pouco com o São João Paulo II.
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Segundo as fontes(*) deste blog, Niccolo Machiavelli (Nico, para os íntimos), nasceu em Florença, no dia 3 de maio de 1469, e subiu aos céus no dia 21 de junho de 1527, desencarnando por coincidência no mesmo dia do padroeiro da nossa cidade, São Luiz Gonzaga.
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Acho que o Vaticano não vai se importar com minha canonização particular, pois o Nico tem bons serviços prestados à empresa cidade-estado, como ter apoiado o Papa Alexandre VI, acusado de supostas imoralidades e nepotismo. Parece que esse apoio rendeu a Maquiavel seu primeiro cargo público relevante, Secretário da Segunda Chancelaria de Florença.
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Ainda na linha da meritocracia da época, mais tarde, já bem experimentado em articulações, Maquiavel foi decisivo ao negociar a paz entre Florença e César Bórgia, o filho de Alexandre VI (é, naquela época os Papas tinham filhos ...), para o que foi muito importante o alcagüetamento que fez de alguns "conjurados", que o Bórgia mandou passar no fio da espada.
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Depois disso, Maquiavel ainda viveu feliz por mais um quarto de século, sempre se dando bem, na base da malandragem.
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Aos amigos internautas, peço que divulguem o novo santo, para que fique bem popular, pois já compus uma oração, e estou encomendando dez mil santinhos, que pretendo vender a dois pilas cada, para tirar o pé do barro. E se tudo correr bem, depois vou para o ramo das estatuetas, que tem um valor agregado maior.
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Acho que minha empreitada vai dar certo, e São Maquiavel vai se transformar logo, no padroeiro dos políticos encagaçados, amealhando devotos em busca de votos, por todos os cantos do país.
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* As fontes mais confiáveis deste blog são Mister Google e Frau Wikiédia.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Un fuego que puede quemar a todos

* Fidel Castro Ruiz

Se puede estar o no de acuerdo con las ideas políticas de Gaddafi, pero la existencia de Libia como Estado independiente y miembro de las Naciones Unidas nadie tiene derecho a cuestionarlo.
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Todavía el mundo no ha llegado a lo que, desde mi punto de vista, constituye hoy una cuestión elemental  para la supervivencia de nuestra especie: el acceso de todos los pueblos a los recursos materiales de este planeta. No existe otro en el Sistema Solar que posea las más elementales condiciones de la vida que conocemos.
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Los propios Estados Unidos  trataron siempre de ser un crisol de todas las razas, todos los credos y todas las naciones: blancas, negras, amarillas, indias y mestizas, sin otras diferencias que no fuesen las de amos y esclavos, ricos y pobres; pero todo dentro de los límites de la frontera: al norte, Canadá; al sur, México; al este, el Atlántico y al oeste, el Pacífico. Alaska, Puerto Rico y Hawai eran simples accidentes históricos.
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Lo complicado del asunto es que no se trata de un noble deseo de los que luchan por un mundo mejor, lo cual es tan digno de respeto como las creencias religiosas de los pueblos. Bastarían unos cuantos tipos de isótopos radiactivos que emanaran del uranio enriquecido consumido por las plantas electronucleares en cantidades relativamente pequeñas ya que no existen en la naturaleza para poner fin a la frágil existencia de nuestra especie. Mantener esos residuos en volúmenes crecientes, bajo sarcófagos de hormigón y acero, es uno de los mayores desafíos de la tecnología.
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Hechos como el accidente de Chernóbil o el terremoto de Japón han puesto en evidencia esos mortales riesgos.
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El tema que deseo abordar hoy no es ese, sino el asombro con que observé ayer, a través del programa Dossier de Walter Martínez, en la televisión venezolana, las imágenes fílmicas de la reunión entre el jefe del Departamento de Defensa, Robert Gates, y el Ministro de Defensa del Reino Unido, Liam Fox, que visitó Estados Unidos para discutir la criminal guerra desatada por la OTAN contra Libia. Era algo difícil de creer, el Ministro inglés ganó el “Oscar”; era un manojo de nervios, estaba tenso, hablaba como un loco, daba la impresión de que escupía las palabras.
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Desde luego, primero llegó a la entrada de El Pentágono donde Gates lo esperaba sonriente. Las banderas de ambos países, la del antiguo imperio colonial británico y la de su hijastro, el imperio de Estados Unidos, flameaban en lo alto de ambos lados mientras se entonaban los himnos. La mano derecha sobre el pecho, el saludo militar riguroso y solemne de la ceremonia del país huésped. Fue el acto inicial. Penetraron después los dos ministros en el edificio norteamericano de la Defensa. Se supone que hablaron largamente por las imágenes que vi cuando regresaban cada uno con un discurso en sus manos, sin dudas, previamente elaborado.
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El marco de todo el escenario lo constituía el personal uniformado. Desde el ángulo izquierdo se veía un joven militar alto, flaco, al parecer pelirrojo, cabeza rapada, gorra con visera negra embutida casi hasta el cuello, presentando fusil con bayoneta, que no parpadeaba ni se le veía respirar, como estampa de un soldado dispuesto a disparar una bala del fusil o un cohete nuclear con la capacidad destructiva de 100 mil toneladas de TNT. Gates habló con la sonrisa y naturalidad de un dueño. El inglés, en cambio, lo hizo de la forma que expliqué.
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Pocas veces vi algo más horrible; exhibía odio, frustración, furia y un lenguaje amenazante contra el líder libio, exigiendo su rendición incondicional. Se le veía indignado porque los aviones de la poderosa OTAN no habían podido doblegar en 72 horas la resistencia libia.
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Nada más le faltaba exclamar: “lágrimas, sudor y sangre”, como Winston Churchill cuando calculaba el precio a pagar por su país en la lucha contra los aviones nazis. En este caso el papel nazifascista lo está haciendo la OTAN con sus miles de misiones de bombardeo con los aviones más modernos que ha conocido el mundo.
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El colmo ha sido la decisión del Gobierno de Estados Unidos autorizando el empleo de los aviones sin piloto para matar hombres, mujeres y niños libios, como en Afganistán, a miles de kilómetros de Europa Occidental, pero esta vez contra un pueblo árabe y africano, ante los ojos de cientos de millones de europeos y nada menos que en nombre de la Organización de Naciones Unidas.
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El Primer Ministro de Rusia, Vladimir Putin, declaró ayer que esos actos de guerra eran ilegales y rebasaban el marco de los acuerdos del Consejo de Seguridad de Naciones Unidas.
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Los groseros ataques contra el pueblo libio que adquieren un carácter nazifascista pueden ser utilizados contra cualquier pueblo del Tercer Mundo.
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Realmente me asombra la resistencia que Libia ha ofrecido. Ahora esa belicosa organización depende de Gaddafi. Si resiste y no acata sus exigencias, pasará a la historia como uno de los grandes personajes de los países árabes.
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¡La OTAN atiza un fuego que puede quemar a todos!"
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* Fidel Castro Ruiz é um aposentado cubano, colaborador deste blog.